quinta-feira, 16 de agosto de 2007

2ª aula - Sentidos, percepção e design

Nessa aula apresentamos as embalagens que escolhemos trazer, além de explicar o porquê dessa escolha. Apareceram muitas embalagens interessantes, sendo destacado a importância que o visual tem na percepção de uma marca.

Após as apresentações, fizemos um exercício de redesenhar 3 embalagens que trouxemos direcionando-se para o mercado da 3ª idade. Em geral todos tiveram os insights característicos de produtos voltados para esse público como: aumento da tipografia, utilização de cores mais suaves, adaptação do formato para melhor ergonomia, destaque para atributos importantes nessa faixa etária e porções menores para facilitar a conservação do produto.

Por experiência própria na área, sei que muitas vezes não é tão simples assim redesenhar uma embalagem. Uma das maiores dificuldades que encontrei foi a falta de briefing e posicionamento da marca. Antes de começar um projeto de embalagem, existe uma série de questões a ser pensada como:
- viabilidade dos processos de impressão,
- impacto do custo da embalagem no custo final do produto
- estratégia de marketing da empresa
- benchmarking com os concorrentes
- pesquisa de tendências e posicionamentos
- descarte da embalagem depois da utilização
- logística de armazenamento e transporte
- legislação sobre textos legais

Achei o exercício interessante porém, preferia que fosse realizado após um embasamento de todas as etapas do desenvolvimento de uma embalagem. Assim conseguiríamos chegar em resultados mais consistentes e efetivos para uma solução de embalagem.

Após o intervalo assistimos a um filme, mostrando o desenvolvimento de um carrinho de supermercado pela empresa de design IDEO. Ainda hoje eles são bem conceituados, possuindo um processo de trabalho que estimula a inovação. Selecionei um artigo que eles falam um pouco sobre "Design Thinking" e inovação. Para baixar o PDF é só clicar aqui.

Houve ainda tempo para a apresentação de alguns conceitos relacionados ao design. Solicitamos alguns ajustes para próxima aula, a fim de direcionar para assuntos mais próximos do consumo e comportamento.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Mostra em Berlim apresenta a evolução da sociedade pelo design

[Este texto não fala exatamente do Design ligado ao consumo, mas ainda assim o achei interessante]

O Museu das Coisas de Berlim repassa a evolução dos conceitos de funcionalidade e beleza em designs de objetos de uso diário em uma exposição que apresenta tanto o espírito de cada época, como as mudanças sociais ligadas à invenção de alguns desses utensílios.

A mostra reúne imensas poltronas talhadas em madeira, primeiras baixelas de porcelana, tesouras rudimentares, cigarro feminino, marmitas de plástico, lâmpadas de metal e jarras da Ikea (loja que inspirou a Tok & Stok). Tudo faz sentido na exposição, cujo acervo foi juntado durante mais de cem anos pela Werkbund, uma associação de artistas, designers e empresários industriais alemães.

A trajetória histórica não permite apenas a documentação do passado europeu e da inovação tecnológica --por meio de objetos como baús, jarras e cafeteiras--, mas também revela o avanço de uma sociedade em movimento contínuo e a mudança social a partir do design industrial alemão.

O visitante da exposição "A Luta dos Objetos: 100 Anos da Werkbund" vai se surpreender com as peculiaridades de certas peças, como os travesseiros bordados com a imagem de Adolf Hitler ou as miniaturas do "Führer", exibidas na instalação "A Beleza Entre 1933 e 1945".

Os jogos de chá com o emblema das Olimpíadas de 1936 e os copos e bandeiras com os símbolos do nazismo são alguns dos elementos classificados como "Kitsch Nazista".

Esse sentido particular da estética ganha mais espaço na instalação "A Beleza da Pobreza". Nela, metais oxidados e objetos um pouco quebrados lembram a miséria subseqüente à derrota alemã na II Guerra Mundial.

O museu faz uma homenagem particular ao fabricante de eletrodomésticos Braun, cujos televisores, espremedores e até barbeadores elétricos fizeram parte de muitos lares europeus.

O Museu das Coisas, inaugurado em comemoração ao centenário da Werkbund, apresenta as diferenças que separaram as duas Alemanhas --inclusive com designs de objetos cotidianos-- até a reunificação, em 1990.

O corpo humano também é objeto de interesse, do ponto de vista do designs. Os intelectuais da Werkbund reuniram em sua coleção desde modelos anatômicos de pés e mãos a bustos das primeiras manequins de chapéus ou perucas, bonecas Barbie estilizadas e o rechonchudo boneco da empresa Michelin.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

A força da idade

As empresas descobrem o poder de compra da turma com mais de 60 anos. Juntos, eles consomem R$ 7,5 bilhões por mês

Aqui no Brasil depois de décadas sendo ignorados pelas empresas, eles foram rebatizados: de terceira idade para a melhor idade. Esqueça a imagem da vovozinha tricotando ou do aposentado jogando xadrez na praça. Hoje, com uma expectativa de vida maior, mais saúde e bom poder aquisitivo, a turma dos 60 para cima viaja, cuida da aparência e, sobretudo, consome produtos e serviços desenvolvidos especialmente para eles.

Matéria que saiu na IstoéDinheiro, para ler ela completa é só acessar: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/ e procurar pela matéria Força da idade

Dica da Maria Luisa

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O artigo publicado abaixo com tradução

Publicação: O Estado de S. Paulo - Economic News

Data: 13 de Agosto de 2007

Embalagens agora são anúncios para chamar a atenção dos consumidores

Nos últimos 100 anos, a Pepsi mudou a aparência de sua lata - e, antes disso, de suas garrafas - apenas dez vezes.

Neste ano, contudo, vai mudar de apresentação a cada intervalo de algumas semanas. A Kleenex, depois de manter caixas quadradas e retangulares por 40 anos, começou a vender lenços em pacotes ovais. As garrafas de Coors Light agora têm rótulos que ficam azuis quando a cerveja atinge a temperatura adequada na geladeira. E os recipientes de sabonete líquido Henry the Hippo, da Huggies, têm uma lâmpada que pisca durante 20 segundos para mostrar às crianças por quanto tempo elas devem lavar as mãos.

Os fabricantes de bens de consumo, que outrora viam as embalagens principalmente como contêineres para o envio de produtos, agora as usam mais como anúncios tridimensionais para atrair a atenção dos compradores.

A mudança ocorre principalmente por causa da internet e da proliferação de centenas de canais de televisão, o que significa que as companhias não têm mais a certeza de que os consumidores verão seus comerciais.

Por isso, elas estão usando suas garrafas, latas, caixas e pacotes de plástico para melhorar as vendas atraindo o olhar dos consumidores, que freqüentemente tomam a maioria das decisões de compra na última hora, diante das prateleiras.

"A mídia está fragmentada e não conseguimos encontrar as pessoas", diz Jerry Kathman, executivo-chefe da LPK, agência de publicidade sediada em Cincinnati. "Não podemos fazê-los sentar e ouvir nosso argumento num anúncio na televisão. A embalagem pode transmitir esse argumento." Na década de 90, a maioria dos desenhos de embalagens ainda era mantida por sete anos ou mais. Agora, a vida média diminuiu para dois anos.

Os compradores também se acostumaram a procurar um pequeno chamariz visual nas prateleiras à medida que o design se transformou numa ferramenta de marketing essencial. Na publicidade da rede Target Stores, por exemplo, o design é um dos principais temas. "Os consumidores procuram o que é novo", diz Kimberly Drosos, diretora de embalagens da Unilever, que recentemente mudou o formato do xampu Suave pela primeira vez em 25 anos e vende potes de gel para banho Axe com a forma de joysticks de videogame.

Há várias outras razões por trás do fenômeno. Algumas mudanças ocorrem porque as companhias procuram reduzir o tamanho e o impacto ambiental de suas embalagens, ou por causa de abordagens novas e criativas para velhos produtos (a Orbit agora vende gomas de mascar num pote desenhado para se encaixar no porta-copos de um carro).
Algumas marcas proclamam que detergentes e outros produtos de limpeza são atraentes o bastante para ficar à mostra, em vez de nos armários. "É uma maneira econômica de levar novidade até a casa das pessoas", afirma Becky Walter, diretora de projeto da Kimberly-Clark. "Elas não precisam sair e comprar móveis novos."

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Artigos da matéria de sub-cultura

"Ambos os textos são para próxima aula.
São pequenos e muito, muito gostosos.
Obrigado.

Fábio"


Para baixar os textos é só clicar nesse link e acessar o disco virtual que fiz para nossa turma, quem precisar da senha me mande um e-mail.


Disco Virtual

1ª aula: Subculturas

Acho que algumas pessoas já tiveram aula com o Fábio Mariano, que é o professor nessa matéria. Pelo menos a minha primeira impressão é de que não vamos ter vida fácil. Logo de cara ele nos passou uma bibliografia obrigatória de 4 livros para ler.

Desses 4 acabei pesquisando o que ele falou que era fundamental. Pesquisei o preço do livro do Zaltman, Gerald - Afinal, o que os clientes querem? - sendo que o lugar mais barato é no site da Fnac. Lá sai por R$ 84,00 enquanto em qualquer outro lugar vai custar pelo menos R$ 100,00. Se alguém tiver alguma dica com preços melhores é só falar.

Sobre a aula eu gostei e achei que ele domina bastante a matéria. Muito interessante a forma como os conceitos foram levantados. Principalmente os de formação de identidade e influência social dentro das nossas definições de valores. Um exemplo citado foi do papel da mãe não ser algo biológico, mas sim, socialmente construído. Nessa hora, a Márcia quase teve um troço no meio da aula.

Assim que ele passar o artigo mando para todo mundo.

1ª aula: Sentidos, Percepção e Design

A primeira aula sobre essa matéria pareceu bastante voltada para design de embalagem. A professora Sofia passou uma breve história do design, citando dois importantes movimentos que foram a Art Noveau e a Bauhaus. No final nos pediu para fazer um mapa mental com o objetivo de saber a bagagem da turma sobre o tema, e dessa forma alinhar as expectativas do curso.

Para próxima aula devemos levar uma embalagem (física) não virtual nem foto, segundo palavras da própria professora, e também um texto sobre o motivo da escolha dessa embalagem.
Além disso, também é necessário levar:
- papel sulfite (4 folhas)
- canetinhas coloridas
- lápis de cor

Vamos ver o que vai rolar na aula!!! Será que vamos brincar de designer?